FICA A DICA: Livro de Elyse Fitzpatrick e Jessica Thompson

Hoje quero dividir com vocês algo que aconteceu quando a minha filha, a Agnes, estava nos seus quase seis meses de vida. Vivemos em um mundo caído. A cada dia tudo está mais bagunçado. Valores, princípios, ordens de Deus? As pessoas dizem que isso é bobeira. Olhando em volta e pensando no desejo que eu tenho de ver de um dia minha filha amar a Deus de todo coração, aconteceu que eu comecei a me sentir desanimada e desacreditada. Desacreditada que um dia minha filha poderia escolher servir a Cristo. Isso porque vivemos em um mundo mau, o pecado habita em cada um de nós e a pressão desse mundo parece sufocar.

Eu já tinha esse livro há algum tempo, mas ainda não tinha me animado de ler. Confesso para vocês que também estava passando por dias vazios da Palavra e eu estava mais para religiosa, do que alguém que verdadeiramente ama a Cristo. E de repente, podem chamar de Espírito Santo, comecei a ler esse livro.

Primeiro que ele transborda Evangelho. A mensagem magnífica da cruz de Cristo. Como eu precisava ser lembrada novamente a obra maravilhosa que Jesus fez naquela cruz e aquilo que Ele um dia comprou pra mim! O Evangelho nos relembra quem afinal nós somos: pecadores redimidos aguardando o dia glorioso que estaremos com o nosso Mestre. Segundo que ele mostra que o que recebemos na cruz, foi de graça. É graça. Não havia nada que pudéssemos fazer para mudar nossa condição debaixo do pecado, mas Cristo fez tudo e isso é graça.

Mas você deve estar se perguntando: “esse é ou não um livro sobre criação de filhos?” SIM! Ele é. Mas como diz as autoras, “quando estamos tranquilamente descansando na graça, temos graça para dar aos nossos filhos também”(p. 77). O Evangelho é em primeiro lugar para nós pais.

Assim, de uma forma sábia, as autoras mãe e filha, destacam que a melhor forma de ensinar o Evangelho é apontando para graça. Como pais, na tentativa de levar os nossos filhos até Deus e sem saber como fazer isso direito, corremos constantemente o risco de leva-los para o caminho contrário. E o contrário da graça é a lei. Se você é pai ou mãe, você já fez isso. Como? Você olhou no fundo dos olhos do seu pequeno arteirinho que acabou de te desobedecer e disse: “Não faça mais isso! Isso deixa Deus triste, não o agrada, e você não quer fazer coisas que não agradam a Deus não é?!” Acabamos levando a lei e criamos na mentalidade das nossas crianças uma ideia distorcida e errônea do Senhor.

Dessa forma, o Evangelho e a graça são direção para nós e para os nossos filhos. Instrução, ensino, disciplina, repreensão, oração… nada fará sentido se não fizermos com os óculos da graça.

Quando terminei de ler esse livro, senti como se um grande peso tivesse sido retirado dos meus ombros. Não era o peso da responsabilidade de criar a Agnes, mas o peso de ter que ser perfeita. Nesse mundo imperfeito, eu não preciso ser perfeita para que minha filha ame ao Senhor. Eu preciso da graça do meu Pai amoroso.

“Então aqui está um pouco de graça evangélica para você: como pais, a nossa única esperança para a salvação de nossos filhos está na rica misericórdia de um Deus compassivo e na obra expiatória de nosso representante perfeito, Jesus Cristo. Assim, quando nós, de forma consistente e sem qualquer vergonha, lançamo-nos na misericórdia de Deus, ajudamos nossos filhos a colocarem sua esperança nele também”. (p.113)

Esse é um daqueles livros de cabeceira. Vale a pena ler e reler várias vezes. Afinal, se você realmente se preocupa em transmitir a próxima geração a fé cristã e a mensagem do Evangelho, uma hora você vai se perguntar como fazer isso e a resposta não será outra, se não Cristo Jesus e a sua graça irresistível.

Que o Senhor a abençoe e derrame da Sua graça em sua vida!

Com amor, Mari

Dados do livro:

Título: Pais fracos, Deus forte

Autoras: Elise Fitzpatrick e Jessica Thompson

Editora: Fiel

Mães Intencionais – Por Mari Patzer

Lembro de quando era criança de algumas situações em que tive que pedir desculpas para alguém por algo que tinha feito sem intenção – era um vaso quebrado ou um empurrão por acidente. Mas houve uma situação em específico, que tive que pedir perdão para uma tia por ter roubado dela vários imãs de geladeira em formato de polvo. Aqueles imãs brilhavam para mim como pequenas barras de ouro e a minha intenção não era outra se não ter todos eles para mim. Com apenas sete anos, esperava o momento em que a cozinha ficava vazia e passando sempre do lado como quem ia para outro cômodo, fui pegando vários deles. Era totalmente intencional o que eu estava fazendo. Fim da história: minha mãe descobriu e ela me fez pedir perdão por algo que eu tinha feito, nada mais justo.

Ser intencional ás vezes pode nos tornar culpadas. Entretanto, em algumas situações da vida, não o ser também pode nos tornar culpadas. Ser intencional significa algo que é feito de propósito, por querer, resolvido. E como mães, temos os melhores motivos para ser intencionais com os nossos filhos. Nós temos um objetivo!

“Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles”.

Provérbios 22:6

Como mães que amam ao Senhor, recebemos Dele o objetivo de apresentar esse mesmo amor para os nossos filhos. É ordenança de Deus para nós que com afinco e perseverança, ensinemos aos nossos filhos sobre quem Deus é. Nosso maior objetivo na vida deles não deve ser dar a melhor educação escolar ou fazer deles profissionais bem sucedidos; não deve ser garantir que tenham os brinquedos mais legais ou tudo aquilo que pedirem para nós. Todas essas coisas são secundárias. Eu desejo que minha filha tenha uma ótima educação, tenha brinquedos legais como qualquer outra criança e tenha experiências que talvez nem eu tenha tido quando fui criança. Mas, meu maior desejo e o propósito da minha vida como mãe deve ser instruir nos caminhos e no entendimento das Escrituras (Lc 12.31).

Porém, se você é mãe, você vai concordar comigo que se algo não parece urgente, deixamos para fazer mais tarde. Acudimos na hora um choro inexplicável, uma barriga com fome, um cesto de roupas para lavar, uma caixa de mensagens cheias para responder, as contas para pagar ou até mesmo o nosso cansaço. E assim, entra um dia e passa outro e acabamos esquecendo nosso maior objetivo e não atendemos a necessidade mais urgente que nossos filhos têm: a necessidade de um Salvador (Rm 3.23).

Isso foge do nosso entendimento porque não conseguimos enxergar o coração dos nossos filhos. Vemos por fora. Enxergamos sim sinais de desobediência, ira, rebeldia, mas isso não soa para nós como fruto do pecado e da morte espiritual, mas de crianças pequenas. Outro por que é que hoje tomamos a grande maioria das decisões por eles. Eles podem até escolher a roupa que vão usar, mas somos nós que decidimos aonde eles vão e com quem se relacionam. Porém, chegará o dia em que nossos filhos irão fazer escolhas por si só. Irão escolher a

faculdade, o cônjuge, o emprego, as amizades… O certo ou o errado, o servir ou não a Cristo. E quando esse dia chegar boa parte do nosso trabalho estará feito ou não. E é ai que podemos nos tornar culpadas em não ter sido intencionais.

“Gravem estas minhas palavras no coração e na mente; amarrem-nas como símbolos nas mãos e prendam-nas na testa. Ensinem-nas a seus filhos, conversando a respeito delas quando estiverem sentados em casa e quando estiverem andando pelo caminho, quando se deitarem e quando se levantarem”.

Deuteronômio 11.18-19.

O tempo não estaciona para nos dar mais tempo. Sabendo disso, o Senhor deu a ordem ao povo de Israel de ser intencionais na criação dos seus filhos. O melhor momento para investirmos está em nosso dia-a-dia. E só conseguiremos fazer disso uma prática constante, quando isso se tornar uma prioridade para nós. Devemos mais uma vez ressaltar o tempo valioso que é a infância na instrução dos nossos filhos. Quem anda ao nosso lado nos dias corriqueiros, quem está em casa na hora de dormir e acordar dos pais não são os filhos já adultos, mas os pequenos, dependentes dos pais, e é nesse período da vida que devemos formar as raízes divinas nas suas vidas.

O nosso maior exemplo de intencionalidade foi o próprio Salvador. Ele foi intencional quando veio até nós, quando andou entre nós e em cada palavra que proferiu. Como mães, precisamos nos esforçar na arte da intencionalidade. Aprender com o Mestre Jesus. Precisamos pedir sabedoria ao Alto, para sermos criativas e aproveitar o nosso dia-a-dia para ensinar nossos filhos sobre o Deus Criador. As tarefas corriqueiras nunca acabarão, mas a oportunidade de investirmos para a eternidade nos nossos filhos um dia passará.

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Meninas, esse é o primeiro artigo da nossa série sobre intencionalidade que estou fazendo pensando na maternidade. Orem por mim para que o Senhor me dê graça e sabedoria para dividir com vocês aquilo que eu também estou aprendendo!

Que o Senhor a abençoe e derrame da Sua graça em sua vida!

Com amor, Mari

Tá tudo bem quando não está tudo bem!

Como assim Ju? Tá tendo um surto de ambiguidade?
Não! Sabe o que é gurias… vivemos em uma era “digital” onde todos sempre estão bem, podemos ver isso nos melhores ângulos das fotos, das rotinas recheadas de aventuras, viagens e coisas interessantes nos “stories”, das opiniões completamente bem formadas dos textões do facebook, daquela igreja sadia e cheia que posta seus cultos online, temos meninas que sem esforço algum tem um corpo escultural, há também as mães perfeitas que sempre acertaram e que seus filhos dormem bem a noite inteira e o que dizer dos casais apaixonados? Nunca brigam, nunca discordam e estão sempre cheios de amor pra dar.

Pode ser desesperador quando comparamos essa realidade que vendem pra gente com a nossa própria vida. Gente eu sou cheia de medos, erros, tem dias que minha vida é uma mesmice, eu gosto de cozinhar e cuidar da minha casa mas não é todo dia que tenho disposição, cozinho bem e também mal, eu e o Di discordamos, passamos muitas dificuldades, há dias que estou no culto na igreja mas infelizmente não presto atenção naquilo que Deus tem para falar, sou cheia de celulite e o que dizer do resto, ainda não sou mãe, mas é o cúmulo uma mãe postar algo sobre seus filhos e ter que ficar dando explicações, mas infelizmente esse é o mundo tão perfeito e irreal que criamos e aí quando ficamos tristes, temos problemas e afins queremos esconder de todo mundo porque afinal parece que a vida de todo mundo anda pra frente e só a sua (e a minha) que não!

Por isso eu quero que você encontre um certo consolo aqui e saiba que “tá tudo bem quando não está tudo bem”, Deus nunca prometeu a nós um caminho fácil, essa não é em nenhum momento a proposta do verdadeiro evangelho. Pelo contrário o Senhor Jesus nos adverte que no mundo teríamos aflições mas que era para termos bom ânimo porque Ele já venceu o mundo (Jo 16:33).
Tá tudo bem porque quando enfrentamos problemas e aflições, tempos difíceis e de deserto, a nossa fé é provada e produz esperança (Tg 1:2-4).
Tá tudo bem quando você está passando dificuldades no seu casamento, ou nos sonhos que você planejou e parecem fracassar, quando parece que você não vai dar conta de educar seus filhos, tá tudo bem porque são nesses momentos em que nos vemos incapazes que somos levados a depender daquEle a quem a gente nunca deveria largar a mão e tentar caminhar sozinho.
Tá tudo bem quando você se sente triste porque você é humana e ao contrário do que o mundo aparenta, ninguém é perfeito e ninguém está feliz o tempo todo.
Tá tudo bem quando você erra, não porque é certo errar e pecar, mas porque entender quem nós somos, entender o perdão de Deus, e Sua graça nos liberta de vivermos aprisionados em uma “religião judaizante” que observa leis mas que seu coração está bem longe do Criador.

Respira… porque tá tudo bem! Você não é a única a se sentir assim, e ao contrário do que possa parecer Deus também não está alheio ao que você tem passado e sentido.

Tá tudo bem quando não está tudo bem porque mesmo nesses dias nós temos um Deus de amor que está cuidando de cada detalhe da sua vida, um Deus que tem planos de paz, um Deus que é Soberano mesmo quando Seus planos parecem obscuros a nós.
Eu não vou mentir, as vezes é difícil para mim… simplesmente crer, mas A Quem iremos? Só Ele tem as palavras de vida eterna! (Jo 6.68).

 

Os 10 piores motivos para agradecer – Por Mari Patzer

No nosso dia-a-dia de mães de bebês é fácil como um sorriso babado com dois dentinhos pela metade preenche o nosso coração e revigora nossas forças. Entretanto, nossos bebês não conseguem passar o dia todo sorrindo para nós e por mais ocitocina que seja liberada, uma hora ou outra, nos vemos cansadas, sozinhas e infelizes com alguns lados da maternidade. Falo isso porque essa é a fase que estou vivendo.

O que rouba essa alegria de ter um pequeno serzinho engatinhando pela casa toda? São tantos os motivos. Cada um conhece os seus. Mas, confesso que para mim é repetir as mesmas tarefas com a impressão que não se está saindo do lugar. A maternidade por mais colorida que seja, tem seus momentos, seus dias, suas fases mais escuras… Por isso, fiz uma lista para me lembrar que mesmo nas piores partes existem motivos pelos quais posso ser grata ao Senhor enquanto tenho um bebê: 1. As noites mal dormidas – isso só prova que eu me tornei MÃE e tem uma linda bebêzinha que depende de mim até para dormir. 2. As tarefas repetitivas – se todo dia troco quatro fraldas, alimento, coloco ela no berço para dormir, tiro do berço, troco fralda de novo, é porque hoje posso cuidar integralmente da minha filha e não perder nenhum momento. 3. A sujeira de comida espalhada em cada refeição – toda vez que coloco ela na cadeirinha para comer é batata, mandioquinha, carne, arroz e salada espalhada na mesa e no chão. É MUITA sujeira. Prova que a cada dia o Senhor tem providenciado o alimento – variado e nutritivo. Sempre digo e repito: aqui em casa a gente come bem!

4. Os picos de crescimento + o nascimento dos dentinhos – UI UI! Só de usar esses dois momentos da vida de um bebê na mesma frase já da arrepios. E é bem isso: ás vezes parece mais arrepios de um filme de terror – pra eles e pra nós. Mas isso é crescimento. E quem disse que crescer não dói? 5. O meu corpo que mudou – olho no espelho e vejo algumas estrias, uma gordurinha que não estava lá antes, o cabelo que não para de cair… meu corpo mudou muito! Mas, se ele mudou significa que eu fui criada para nutrir vida dentro de mim. Durante meses carreguei outro ser humano lindo e agora tenho a responsabilidade de alimentá-lo. Isso porque o Senhor formou meu corpo para essa tarefa única e maravilhosa! 6. O banho compartilhado – saudades dos banhos quentes, silenciosos e relaxantes. Antes, era um momento meu. Hoje ajeito a banheira dela nos meus pés, coloco ela ali e tomamos banho juntas. Ela brinca e eu corro pra lavar o cabelo. Quando ela enjoa de brincar, estou pronta pra dar o banho dela. Fato é que tem dias que eu queria aquele momento só pra mim, mas tem cada dia que o banho vira pura diversão e lembranças são criadas ali que eu não trocaria por nada.

7. Quando eu não lembro mais de como eu era antes dela – se você é mãe você sabe do que eu estou falando. Um dia a gente acorda e se pergunta: o que aconteceu comigo?! Seus dias parecem ter menos tempo, você parece se sentir cansada e preocupada o tempo todo.

Eu não era assim. Mas eu também não tinha experimentado um amor assim. 8. A falta de tempo para ler meus livros e assistir as minhas séries – minhas séries na Netflix estão atrasadas e tem um livro que estou tentado terminar a meses. O tempo que eu tinha para fazer o que eu quisesse mudou. Hoje ele até acontece, mas sempre com um bebê demandando minha atenção. Porém, muito desse tempo foi trocado para ficar com ela. Deixei de assistir alguns episódios para aproveitar esse tempo único e que passa tão rápido. 9. Porque ser mãe é uma tarefa inadiável – antes das Agnes, eu tinha muitas responsabilidades e tempo para cumpri-las com excelência. Tinha meu trabalho e minha faculdade. Hoje os dois são secundários. Eu me esforço para fazer meu melhor, mas a maternidade toma também o tempo que era deles. Confesso que às vezes me pego frustrada por não poder gastar mais tempo com isso. Por outro lado, sempre haverá as responsabilidades, mas ser a mãe dela é hoje e essa é uma responsabilidade que só posso cumprir da melhor forma uma vez na vida.

10. A culpa e o medo de não conseguir ser o meu melhor como mãe – sem dúvidas, de todos, acredito que esse é o que mais nos sobrecarrega no nosso papel como mães. Mas isso existe e mostra pra mim que eu necessito mais de Cristo. Necessito do descanso que encontro em Cristo: Nele há perdão e salvação. Ele está me transformando não na mãe perfeita, mas em alguém mais parecida com Jesus. E só por isso, eu já posso ser grata. Não devemos ignorar os desafios e tentar fazer parecer que a maternidade é sempre um mar de rosas, mas devemos lembrar que mesmo no meio de tudo, podemos encontrar gratidão. Afinal a gratidão não nasce nos dias de alegria. Ela nasce na certeza de que, seja nos dias bons ou nos dias maus, o Senhor está fazendo com que todas as coisas cooperem para o nosso bem (Rm 8.28) e tem um propósito para nós. Como aprender a ser grata? Também estou aprendendo. Mas o caminho é olhar para Cristo e aquilo que Ele já fez por nós: a salvação. É na cruz que eu encontro O motivo para ser grata, pois foi ali que encontrei vida com alegria.

2 anos de casados – Ju e Di

Guriassssssss vocês acreditam que já fazem 2 anos que eu e o Di nos casamos?
Posso dizer que passa rápido, mas acho que devido a tudo que vivemos de forma tão intensa parece até que foi mais!

Casar é uma aventura incrível… existe os caminhos planos e tranquilos, as subidas difíceis, os caminhos tortuosos e dias cinzentos mas também os dias ensolarados, de alegria e satisfação!

Eu e o Di estamos em processo de construção… cada dia aprendemos um pouco mais! Hoje somos mais perdoadores, aprendemos a amar muito mais do que uma forma apaixonada, mas uma forma de amor profundo! Temos tanto pra viver… tantas aventuras mas vale relembrar aquele dia em que dissemos o “SIM”…

Obrigada por acompanharem um pouquinho da nossa história!

Você não é um acaso – Por Lari Couto

Você não foi criada por acaso, sua aparência e personalidade não são um acidente e o lugar que você ocupa não é à toa. Você nasceu com um proposito, foi estabelecido sobre você uma responsabilidade de anunciar o Reino por meio da sua SINGULARIDADE. Ninguém pode fazer aquilo que você foi criada para fazer. A junção dos fatores genéticos e ambientais individualizam você para realizar algo só seu, jamais realizado antes.

            Você foi criada para ser a expressão da gloria de Deus, eu não sei como o mundo verá essa expressão, afinal ela nunca foi vista antes, mas eu sei que o mundo necessita vê-la por meio do seu conjunto de características únicas, então não procure ao redor aquilo que você deve fazer, você continuará perdida, se encontre no Alto.

A comparação te impede de viver o chamado de Deus na sua vida. Existem muitas formas de glorificarmos à Ele, porém a mais especial delas é exercendo aquilo que você foi gerada para fazer. Existem expectativas do céu sobre a sua vida, sim, o Pai aguarda ansiosamente pela sua resposta a tudo que Ele tem disponibilizado a você. Lembre-se que você não será julgada pelo que você fez na sua vida, mas pelo seu chamado.

Deus te criou de forma assombrosamente maravilhosa (Sl 139:14), sim, é sobre a sua composição física, a orquestra do seu organismo que apesar de parecida com todos os outros corpos é único. A sua aparência que você luta tanto para admirar foi criada de modo admirável. Você é a expressão gloriosa da criatividade de um Deus que valoriza as particularidades e que se manifesta na individualidade.

Você foi convocada a viver algo extraordinário, único e especial. Pare de olhar para o lado, para tudo que já tem sido feito e aprenda a olhar para cima para tudo que já foi gerado nos céus para que você desfrute. A comparação rouba a essência. A verdadeira beleza vem de um coração que pulsa no compasso do Céu, que aprendeu a valorizar o que Deus valoriza, ela transcende o invisível e reflete em seu rosto (Pv 15:13).

A bíblia relata vida de mulheres notáveis, mas você jamais viverá a história de Maria, Ana, Rute, Ester ou qualquer outra, cada uma escreveu a SUA própria historia. A vida dessas mulheres serve para nos inspirar a descobrirmos a nossa melhor versão, dentro do contexto em que vivemos, do conjunto de características que possuímos, descobrirmos como podemos ir além quando nos posicionamos no lugar certo, quando permitirmos ouvir apenas a voz do Pai. Há poder em ser Filha, há poder na singularidade de cada Filha. Não queira viver a vida de qualquer outra mulher se não a sua, há algo especial em ser você, descubra.

Pare de minimizar suas características tentando padroniza-las. Pare de diminuir seu chamado com comparações. Pare de sufocar seu coração tentando ser aquilo que você não foi criada para ser. Pare de criar expectativas naquilo que Deus não colocou o coração dEle. Ouse se descobrir no Criador. Ouse ser movida por um proposito Eterno através do teu chamado e lembre-se, ele é único. Ame a Deus a tal ponto de enxergar o amor dEle em cada parte do seu corpo, mas não se acomode, busque sempre ser sua melhor versão. Viva a liberdade que há em ser você, Filha!