Os 10 piores motivos para agradecer – Por Mari Patzer

No nosso dia-a-dia de mães de bebês é fácil como um sorriso babado com dois dentinhos pela metade preenche o nosso coração e revigora nossas forças. Entretanto, nossos bebês não conseguem passar o dia todo sorrindo para nós e por mais ocitocina que seja liberada, uma hora ou outra, nos vemos cansadas, sozinhas e infelizes com alguns lados da maternidade. Falo isso porque essa é a fase que estou vivendo.

O que rouba essa alegria de ter um pequeno serzinho engatinhando pela casa toda? São tantos os motivos. Cada um conhece os seus. Mas, confesso que para mim é repetir as mesmas tarefas com a impressão que não se está saindo do lugar. A maternidade por mais colorida que seja, tem seus momentos, seus dias, suas fases mais escuras… Por isso, fiz uma lista para me lembrar que mesmo nas piores partes existem motivos pelos quais posso ser grata ao Senhor enquanto tenho um bebê: 1. As noites mal dormidas – isso só prova que eu me tornei MÃE e tem uma linda bebêzinha que depende de mim até para dormir. 2. As tarefas repetitivas – se todo dia troco quatro fraldas, alimento, coloco ela no berço para dormir, tiro do berço, troco fralda de novo, é porque hoje posso cuidar integralmente da minha filha e não perder nenhum momento. 3. A sujeira de comida espalhada em cada refeição – toda vez que coloco ela na cadeirinha para comer é batata, mandioquinha, carne, arroz e salada espalhada na mesa e no chão. É MUITA sujeira. Prova que a cada dia o Senhor tem providenciado o alimento – variado e nutritivo. Sempre digo e repito: aqui em casa a gente come bem!

4. Os picos de crescimento + o nascimento dos dentinhos – UI UI! Só de usar esses dois momentos da vida de um bebê na mesma frase já da arrepios. E é bem isso: ás vezes parece mais arrepios de um filme de terror – pra eles e pra nós. Mas isso é crescimento. E quem disse que crescer não dói? 5. O meu corpo que mudou – olho no espelho e vejo algumas estrias, uma gordurinha que não estava lá antes, o cabelo que não para de cair… meu corpo mudou muito! Mas, se ele mudou significa que eu fui criada para nutrir vida dentro de mim. Durante meses carreguei outro ser humano lindo e agora tenho a responsabilidade de alimentá-lo. Isso porque o Senhor formou meu corpo para essa tarefa única e maravilhosa! 6. O banho compartilhado – saudades dos banhos quentes, silenciosos e relaxantes. Antes, era um momento meu. Hoje ajeito a banheira dela nos meus pés, coloco ela ali e tomamos banho juntas. Ela brinca e eu corro pra lavar o cabelo. Quando ela enjoa de brincar, estou pronta pra dar o banho dela. Fato é que tem dias que eu queria aquele momento só pra mim, mas tem cada dia que o banho vira pura diversão e lembranças são criadas ali que eu não trocaria por nada.

7. Quando eu não lembro mais de como eu era antes dela – se você é mãe você sabe do que eu estou falando. Um dia a gente acorda e se pergunta: o que aconteceu comigo?! Seus dias parecem ter menos tempo, você parece se sentir cansada e preocupada o tempo todo.

Eu não era assim. Mas eu também não tinha experimentado um amor assim. 8. A falta de tempo para ler meus livros e assistir as minhas séries – minhas séries na Netflix estão atrasadas e tem um livro que estou tentado terminar a meses. O tempo que eu tinha para fazer o que eu quisesse mudou. Hoje ele até acontece, mas sempre com um bebê demandando minha atenção. Porém, muito desse tempo foi trocado para ficar com ela. Deixei de assistir alguns episódios para aproveitar esse tempo único e que passa tão rápido. 9. Porque ser mãe é uma tarefa inadiável – antes das Agnes, eu tinha muitas responsabilidades e tempo para cumpri-las com excelência. Tinha meu trabalho e minha faculdade. Hoje os dois são secundários. Eu me esforço para fazer meu melhor, mas a maternidade toma também o tempo que era deles. Confesso que às vezes me pego frustrada por não poder gastar mais tempo com isso. Por outro lado, sempre haverá as responsabilidades, mas ser a mãe dela é hoje e essa é uma responsabilidade que só posso cumprir da melhor forma uma vez na vida.

10. A culpa e o medo de não conseguir ser o meu melhor como mãe – sem dúvidas, de todos, acredito que esse é o que mais nos sobrecarrega no nosso papel como mães. Mas isso existe e mostra pra mim que eu necessito mais de Cristo. Necessito do descanso que encontro em Cristo: Nele há perdão e salvação. Ele está me transformando não na mãe perfeita, mas em alguém mais parecida com Jesus. E só por isso, eu já posso ser grata. Não devemos ignorar os desafios e tentar fazer parecer que a maternidade é sempre um mar de rosas, mas devemos lembrar que mesmo no meio de tudo, podemos encontrar gratidão. Afinal a gratidão não nasce nos dias de alegria. Ela nasce na certeza de que, seja nos dias bons ou nos dias maus, o Senhor está fazendo com que todas as coisas cooperem para o nosso bem (Rm 8.28) e tem um propósito para nós. Como aprender a ser grata? Também estou aprendendo. Mas o caminho é olhar para Cristo e aquilo que Ele já fez por nós: a salvação. É na cruz que eu encontro O motivo para ser grata, pois foi ali que encontrei vida com alegria.

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