Mães Intencionais – Por Mari Patzer

Lembro de quando era criança de algumas situações em que tive que pedir desculpas para alguém por algo que tinha feito sem intenção – era um vaso quebrado ou um empurrão por acidente. Mas houve uma situação em específico, que tive que pedir perdão para uma tia por ter roubado dela vários imãs de geladeira em formato de polvo. Aqueles imãs brilhavam para mim como pequenas barras de ouro e a minha intenção não era outra se não ter todos eles para mim. Com apenas sete anos, esperava o momento em que a cozinha ficava vazia e passando sempre do lado como quem ia para outro cômodo, fui pegando vários deles. Era totalmente intencional o que eu estava fazendo. Fim da história: minha mãe descobriu e ela me fez pedir perdão por algo que eu tinha feito, nada mais justo.

Ser intencional ás vezes pode nos tornar culpadas. Entretanto, em algumas situações da vida, não o ser também pode nos tornar culpadas. Ser intencional significa algo que é feito de propósito, por querer, resolvido. E como mães, temos os melhores motivos para ser intencionais com os nossos filhos. Nós temos um objetivo!

“Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles”.

Provérbios 22:6

Como mães que amam ao Senhor, recebemos Dele o objetivo de apresentar esse mesmo amor para os nossos filhos. É ordenança de Deus para nós que com afinco e perseverança, ensinemos aos nossos filhos sobre quem Deus é. Nosso maior objetivo na vida deles não deve ser dar a melhor educação escolar ou fazer deles profissionais bem sucedidos; não deve ser garantir que tenham os brinquedos mais legais ou tudo aquilo que pedirem para nós. Todas essas coisas são secundárias. Eu desejo que minha filha tenha uma ótima educação, tenha brinquedos legais como qualquer outra criança e tenha experiências que talvez nem eu tenha tido quando fui criança. Mas, meu maior desejo e o propósito da minha vida como mãe deve ser instruir nos caminhos e no entendimento das Escrituras (Lc 12.31).

Porém, se você é mãe, você vai concordar comigo que se algo não parece urgente, deixamos para fazer mais tarde. Acudimos na hora um choro inexplicável, uma barriga com fome, um cesto de roupas para lavar, uma caixa de mensagens cheias para responder, as contas para pagar ou até mesmo o nosso cansaço. E assim, entra um dia e passa outro e acabamos esquecendo nosso maior objetivo e não atendemos a necessidade mais urgente que nossos filhos têm: a necessidade de um Salvador (Rm 3.23).

Isso foge do nosso entendimento porque não conseguimos enxergar o coração dos nossos filhos. Vemos por fora. Enxergamos sim sinais de desobediência, ira, rebeldia, mas isso não soa para nós como fruto do pecado e da morte espiritual, mas de crianças pequenas. Outro por que é que hoje tomamos a grande maioria das decisões por eles. Eles podem até escolher a roupa que vão usar, mas somos nós que decidimos aonde eles vão e com quem se relacionam. Porém, chegará o dia em que nossos filhos irão fazer escolhas por si só. Irão escolher a

faculdade, o cônjuge, o emprego, as amizades… O certo ou o errado, o servir ou não a Cristo. E quando esse dia chegar boa parte do nosso trabalho estará feito ou não. E é ai que podemos nos tornar culpadas em não ter sido intencionais.

“Gravem estas minhas palavras no coração e na mente; amarrem-nas como símbolos nas mãos e prendam-nas na testa. Ensinem-nas a seus filhos, conversando a respeito delas quando estiverem sentados em casa e quando estiverem andando pelo caminho, quando se deitarem e quando se levantarem”.

Deuteronômio 11.18-19.

O tempo não estaciona para nos dar mais tempo. Sabendo disso, o Senhor deu a ordem ao povo de Israel de ser intencionais na criação dos seus filhos. O melhor momento para investirmos está em nosso dia-a-dia. E só conseguiremos fazer disso uma prática constante, quando isso se tornar uma prioridade para nós. Devemos mais uma vez ressaltar o tempo valioso que é a infância na instrução dos nossos filhos. Quem anda ao nosso lado nos dias corriqueiros, quem está em casa na hora de dormir e acordar dos pais não são os filhos já adultos, mas os pequenos, dependentes dos pais, e é nesse período da vida que devemos formar as raízes divinas nas suas vidas.

O nosso maior exemplo de intencionalidade foi o próprio Salvador. Ele foi intencional quando veio até nós, quando andou entre nós e em cada palavra que proferiu. Como mães, precisamos nos esforçar na arte da intencionalidade. Aprender com o Mestre Jesus. Precisamos pedir sabedoria ao Alto, para sermos criativas e aproveitar o nosso dia-a-dia para ensinar nossos filhos sobre o Deus Criador. As tarefas corriqueiras nunca acabarão, mas a oportunidade de investirmos para a eternidade nos nossos filhos um dia passará.

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Meninas, esse é o primeiro artigo da nossa série sobre intencionalidade que estou fazendo pensando na maternidade. Orem por mim para que o Senhor me dê graça e sabedoria para dividir com vocês aquilo que eu também estou aprendendo!

Que o Senhor a abençoe e derrame da Sua graça em sua vida!

Com amor, Mari

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