Não se case com seus sonhos

Deepak Reju

Esta é uma conversa que aconteceu por ocasião do rompimento de um noivado, e a jovem abriu para minha esposa e para mim os detalhes de como havia sido o pedido de casamento:

— Fiquei surpresa quando ele me pediu em casamento. Eu ainda não tinha certeza, mas respondi “Sim”.  

— O que? Se você “não tinha ainda certeza” de que queria se casar com ele, por que você respondeu “Sim”?

Sugiro aqui três possíveis razões para situações como essa.

O engano infame de Disney 
Tenho três filhas pequenas. Além de cantarem todos os dias a música ´”Let it go!”´, elas fazem outras três coisas.

• Fingir que elas estão no próprio casamento, e obrigar seu irmão a ser o pastor ou o noivo. As meninas se revezam no papel de noiva.

• Assistir a filmes da Disney nos quais sempre há um Príncipe Encantado que resgata a princesa de algum perigo mortal. No final, o rapaz sempre conquista a garota e o filme termina com um beijo apaixonado em seus lábios.

• Brincar de Barbie, e Ken é sempre essencial em tudo quanto elas fazem. Você não pode ter uma boneca Barbie se não tiver um Ken, não é mesmo?

Você entendeu o que quero dizer. Desde muito pequenas, elas estão sonhando com o casamento. Elas sonham em conhecer o homem dos sonhos – alto e bonito, que fará com que elas fiquem apaixonadas, que cairá aos seus pés em admiração e cuidará delas até que a morte os separe. No coração das minhas meninas há um bom desejo de se casar com um homem piedoso, mas eu me pergunto se essa questão de ´’encontrar o rapaz maravilhoso” não está se tornando um ídolo para elas. Um ídolo é tudo aquilo que adoramos mais do que a Deus (Rm 1.25). Quando as minhas meninas, acima de tudo mais, planejam, conversam, brincam e sonham a respeito de se casar, elas estão deixando que o casamento se torne um ídolo.

O momento mágico 
Os livros de romance para adolescentes e os filmes de Hollywood para meninas contribuem ainda mais para que o casamento se torne um ídolo. Todas essas coisas – brincar de se casar, filmes, livros românticos e outras mais – apontam para um momento mágico em que o homem se ajoelha, segura um anel e pede à sua namorada que se case com ele.

Que mulher nunca sonhou com esse momento? É um evento incrível se ela parar para pensar – um homem a escolhe. Todo o seu medo de ficar sozinha para o resto da vida ou de nunca se tornar mãe desaparece diante de apenas uma pergunta: “Você aceita se casar comigo?”.

Parte da magia do momento é que o rapaz faz uma surpresa. Ela não sabe qual será o momento, mas ela provavelmente imagina que vá acontecer, especialmente se eles já namoram há algum tempo. No entanto, uma incerteza a respeito do rapaz ou do relacionamento talvez a faça pensar que o pedido pode demorar para acontecer. Mesmo assim, ele a pede em casamento, e ela diz “Sim”. Ela pode não ter certeza absoluta a respeito do noivo, mas ela sabe que quer se casar. Então ela pensa: “Conseguiremos resolver algumas incertezas durante o aconselhamento pré-matrimonial” ou “Ele é um bom rapaz (ou pelo menos é bom o suficiente)”. Pode ainda ser que, francamente, ela apenas fique emocionada diante de toda a magia do momento – um piquenique maravilhoso, um jantar romântico ou um passeio na praia, mais o anel…sim, um lindo anel de brilhante no dedo. Ela fica tão empolgada com tudo que simplesmente tem de dizer “Sim!”.

Você está se casando com seus sonhos
De vez em quando, tenho a oportunidade de conhecer um casal e perceber que o rapaz é apenas uma maneira de sua namorada conseguir realizar o sonho que ela tem de se casar. Ela desejou isso a vida inteira, e ela está empolgada com o casamento. O namorado é apenas um detalhe no seu grande plano de vida. Ela precisa dele para que um casamento aconteça. Como posso perceber isso?

• A máquina de planejar casamentos está em funcionamento intenso. Juntamente com sua mãe e as irmãs, ela está planejando de maneira rápida e frenética cada detalhe, e o noivo está sendo deixado de lado, simplesmente à disposição para fazer tudo o que ela pedir.

• Quando ela conversa a respeito do grande dia, ela expressa o quanto está pessoalmente empolgada, ou fala apenas sobre se casar. É raro ela falar especificamente a respeito do noivo.

• Há coisas obvias a respeito dele que são problemáticas, mas ela parece não as enxergar, ou não querer lidar com elas, a menos que elas interfiram nos seus planos.

Qual é a alternativa?
Por mais difícil que possa parecer, se ela não tem certeza a respeito do rapaz, o certo é não dizer “Sim´ naquele momento mágico. Ela pode dizer algo assim:

Eu realmente gosto de você, e esta está sendo do uma noite especial. Mas eu ainda não tenho certeza. Desculpe, mas acho que ainda não estou pronta para lhe dizer “Sim”.

Uau. Parece que isso arruína todo aquele momento de magia, não é? De certa forma, sim. Nos filmes da Disney, a magia dura para sempre. Na vida real, não é assim. Case-se com um rapaz a respeito de quem você ainda está incerta, e você colherá ao longo da vida as consequências de sua escolha.

Dizer “Eu não tenho certeza” é bem mais seguro do que assumir um compromisso de peso, como o noivado, difícil de ser desfeito. A pressão emocional e social para que os noivos mantenham o compromisso e se casem é enorme. É bem mais difícil pensar em separação se você já está no processo de noivado do que durante um namoro.

Quando você se casar, é preciso que você tenha certeza a respeito do rapaz. Case-se com ele, não se case apenas para realizar o seu sonho de casamento. Como fazer isso?

Em primeiro lugar, tenha certeza de que você ama o rapaz. Case-se com ele porque você o ama verdadeiramente, e não porque você sempre sonhou com o casamento.

Em segundo lugar, converse com ele a respeito de coisas importantes antes de ficar noiva – fé, família, finanças, futuro, e assim por diante.

Em terceiro lugar, durante o namoro, permita que outras pessoas se envolvam com vocês. Encontrem-se com outros casais e peçam ajuda para avaliar a dinâmica de vocês como casal. Fale com a sua discipuladora ou mentora sobre o relacionamento de namoro. Seguindo essas práticas, se você estiver incerta quanto a algum aspecto, você terá como receber um feedback e avaliar melhor o relacionamento.

Em quarto lugar, ore com frequência sobre seu namoro.

Em quinto lugar, nunca tenha medo de dizer “não” se você decidir que se casar com esse rapaz não é uma decisão sábia. Se for necessário, faça isso mesmo durante o noivado. Trabalhar as suas incertezas antes do dia de casamento pode prevenir que você fique arrependida pelo resto de sua vida.

Em sexto e último lugar, você e seu noivo devem procurar um pastor que possa fazer um aconselhamento pré-matrimonial com bases bíblicas sólidas. Ele deverá ajudá-los a construir bons alicerces para o seu relacionamento conjugal, ensinando-lhes o que a Palavra de Deus diz a respeito do casamento. Ele precisará fazer perguntas difíceis. Seu pastor não deve presumir que vocês chegarão necessariamente ao casamento. Pelo contrário, ele deve cutucar vocês quanto ao seu relacionamento para terem certeza de que o casamento é uma decisão sábia.

Então, não espere mais. Se você está namorando, faça a parte difícil agora – ore, tenha conversas significativas sobre o relacionamento, peça ajuda ao seu pastor, à família e aos amigos crentes ao seu redor. Dessa maneira, quando você vir seu namorado se ajoelhar e segurar o anel de noivado, você terá certeza de que quer se casar com ele.

O casamento, quando construído sobre um alicerce cristão que lhe permite dizer o “Sim” com grande certeza, é algo maravilhoso.

Para refletir 
Quais podem ser outras razões por que as mulheres acabam dizendo “Sim”´ para a pessoa errada?



Original: Don’t Marry Your Dreams
Artigo publicado pela Biblical Counseling Coalition
Tradução: Julia Distler
Revisão: Conexão Conselho Bíblico

REPOST do Blog Conexão Conselho Bíblico – https://conselhobiblico.com/2018/09/26/nao-se-case-com-seus-sonhos/

Jane, The Virgin e a Questão do Aborto!

Dessas séries gostosinhas e com uma história para lá de divertida, Jane The Virgin tem um gostinho de novela mexicana. Eu virei muito fã. Devorei as quatro temporadas e fiquei torcendo para ter mais (as três temporadas estão disponíveis na Netflix, fica a dica). A série que promete ser divertida, não deixa a desejar no seu enredo. Entretanto, não é apenas uma série engraçadinha. A sua história se mistura com temas atuais e relevantes, como a imigração, a maternidade e a depressão pós-parto.

Na série, há a personagem de Xiomara e é com ela que surge a questão do aborto. Ela já é uma mulher mais velha, mãe da Jane (a protagonista) e que possui uma vida sexual ativa. Na terceira temporada Xiomara engravida do maior inimigo do seu ex-namorado e também pai da Jane. Isso acontece porque Xiomara terminou com Rogelio (pai da Jane) porque ele queria ter filhos e ela não e então, superando o término, Xô vai pra cama com Estebán de quem acaba engravidando. Digno de A Usurpadora. Dada às circunstâncias, Xiomara então, decide abortar. Jane apoia a decisão da mãe. Entretanto, quando Xiomara tinha apenas 16 anos, ela engravidou de Jane. Adolescente, ela vive uma paixão com Rogelio. Quando descobre a gravidez, Rogelio é o primeiro a dizer a ela que deveria abortar e sua mãe Alba também. Porém, Xiomara decide que teria a criança independente da opinião de todos. A série tenta passar o aborto como uma decisão respeitosa da mulher em relação a ela mesma e a vida. Entretanto, se olharmos a série de uma forma mais crítica, veremos que ela revela o problema da sociedade atual e a forma como as mulheres passaram a lidar com o sexo, e consequentemente, com o aborto.

Vivemos em uma sociedade machista e de anos para cá, passamos a viver uma transformação em conceitos e valores. Até então, homens deveriam ser pegadores e mulheres deveriam se guardar. Hoje se levanta a bandeira de que o sexo é para ser experimentado, não apenas para a procriação, e não existe mais essa de mulher que não vale nada por sair com todos. E é ai que entra Xiomara.

Xiomara é uma personagem interessante e que na série retrata a mulher pós-moderna e a forma como se relaciona com o sexo. O sexo que antes era motivo de escândalo só em ser pronunciado (tipo Você-Sabe-Quem) passou da condição de reprimido para ser interessante, desejado, e agora, infelizmente, banalizado. O que mudou também e que
Xiomara escancara com as suas atitudes é que o sexo existe para dar prazer e tendo esse prazer, logo ela estará feliz.

Muitos movimentos levantaram essa bandeira que o sexo deve ser sem tabus, onde cada um sabe quando e com quem deve fazê-lo. O sexo passou a ser uma experiência para consumo e que não deve acarretar consequências. Os homens já viviam isso antes, pois se de uma noite casual uma mulher engravidasse, logo teríamos uma mãe solteira. Esse conceito novo de sexo é aparentemente desejável e muitos têm comprado essa ideia. Porém, as consequências tem sido desastrosas. Isso porque a expectativa criada em volta dele para se alcançar felicidade acaba sendo frustrada pelo vazio que apenas Cristo pode satisfazer. Somente uma vez o sexo existiu e em volta dele não havia nenhuma expectativa egoísta e isso aconteceu lá no Jardim do Éden. A proposta de sexo criado por Deus para a humanidade é muito superior a qualquer outra que movimento algum possa oferecer. Quando o Deus Criador criou Adão e Eva, Ele os criou um para o outro: para serem marido e mulher, para servirem um ao outro, para fazerem sexo para dar prazer um ao outro e pasmem, para através do sexo, gerarem filhos.

Quando Deus formou o primeiro casal o sexo era puro porque não tinha as amarras do pecado que escraviza o homem e as suas vontades. O homem não usava a mulher e nem a mulher usava o homem. O sexo não gerava prazer apenas para um, mas para ambos. Não se ouvia falar em abuso sexual.

Deus, quando cria o sexo, Ele o cria com hora marcada para acontecer, com quem deveria e já era do conhecimento de todos os envolvidos que da relação sexual poderia nascer bebês e isso em momento algum, foi motivo de descontentamento para Adão e Eva, porque o ser humano em sua essência refletia o Criador: paz, alegria, santidade e liberdade.

Porém, temos Gênesis 3 em nossas Bíblias e nas nossas vidas. O pecado não só nos fez mentir e desobedecer, como mudou a nossa percepção daquilo que é bom para nós e agora, nos coroou como verdadeiros reis e rainhas que querem satisfazer seus próprios umbigos. Sexo não deixou de ser para procriação. Mas para nós, tudo passou a ser sobre prazer. Xiomara sempre soube que sexo poderia gerar filhos, afinal, foi de uma gravidez indesejada que nasceu Jane e mesmo assim, ela a quis. Verdade é que aborto não é uma opção para mulher, é uma conveniência. Os homens já se aproveitam dessa conveniência há muito tempo e agora as mulheres querem fazer o mesmo apenas com nomes (e consequências também) diferentes: em vez de abandono paterno, chamamos de aborto (afinal, sem útero, sem opiniões não é mesmo?!).

Eu olho para nossa sociedade hoje e vejo que estamos cometendo os mesmos erros do passado, apenas com aparências diferentes. No passado, o sexo para as mulheres era reprimido e servia apenas para a procriação. Os homens, que abusavam da força e do poder, usavam do sexo para satisfação pessoal independente dos meios. Como mulheres, lutamos contra isso e fomos para outro extremo. Hoje, querem legalizar o aborto. Querem uma sociedade onde as mulheres possam usufruir do sexo tendo a garantia de que se algo não acontecer como elas planejam, elas podem se livrar dessa consequência. E mais uma vez, temos uma vítima. Entretanto, essa vítima não tem voz. Pode parecer pessimista, mas, olhando o quadro geral, o ser humano sempre irá para os extremos e alguém sempre pagará um preço. A visão otimista ainda vem do Criador do ser humano. Quando nos criou, ainda sem forma, Ele colocou em nós Sua imagem e semelhança e disse que esse era o nosso valor. Mas nós fomos manchados e estragados pelo pecado, por isso sempre usamos da força para machucar aquele que está abaixo de nós e hoje valorizamos tão pouco a vida e damos outros nomes para o assassinato. Jesus, o Filho de Deus, o próprio Deus, o Rei dos reis, entretanto, não nos deixou. Ele se colocou na mesma condição de humano, porém sem pecado. E mais uma vez, a sociedade matou um inocente. Porém, dessa vez a morte não venceu. Cristo, ressuscitado e vivo, é a resposta, é o perdão, é a esperança. Em Cristo temos uma nova proposta de sexo, de relacionamento e de vida. Com Cristo, podemos ser perdoados dos erros do passado e encontrar paz para o futuro e para os nossos bebês.

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Mari Patzer

Tá tudo bem quando não está tudo bem!

Como assim Ju? Tá tendo um surto de ambiguidade?
Não! Sabe o que é gurias… vivemos em uma era “digital” onde todos sempre estão bem, podemos ver isso nos melhores ângulos das fotos, das rotinas recheadas de aventuras, viagens e coisas interessantes nos “stories”, das opiniões completamente bem formadas dos textões do facebook, daquela igreja sadia e cheia que posta seus cultos online, temos meninas que sem esforço algum tem um corpo escultural, há também as mães perfeitas que sempre acertaram e que seus filhos dormem bem a noite inteira e o que dizer dos casais apaixonados? Nunca brigam, nunca discordam e estão sempre cheios de amor pra dar.

Pode ser desesperador quando comparamos essa realidade que vendem pra gente com a nossa própria vida. Gente eu sou cheia de medos, erros, tem dias que minha vida é uma mesmice, eu gosto de cozinhar e cuidar da minha casa mas não é todo dia que tenho disposição, cozinho bem e também mal, eu e o Di discordamos, passamos muitas dificuldades, há dias que estou no culto na igreja mas infelizmente não presto atenção naquilo que Deus tem para falar, sou cheia de celulite e o que dizer do resto, ainda não sou mãe, mas é o cúmulo uma mãe postar algo sobre seus filhos e ter que ficar dando explicações, mas infelizmente esse é o mundo tão perfeito e irreal que criamos e aí quando ficamos tristes, temos problemas e afins queremos esconder de todo mundo porque afinal parece que a vida de todo mundo anda pra frente e só a sua (e a minha) que não!

Por isso eu quero que você encontre um certo consolo aqui e saiba que “tá tudo bem quando não está tudo bem”, Deus nunca prometeu a nós um caminho fácil, essa não é em nenhum momento a proposta do verdadeiro evangelho. Pelo contrário o Senhor Jesus nos adverte que no mundo teríamos aflições mas que era para termos bom ânimo porque Ele já venceu o mundo (Jo 16:33).
Tá tudo bem porque quando enfrentamos problemas e aflições, tempos difíceis e de deserto, a nossa fé é provada e produz esperança (Tg 1:2-4).
Tá tudo bem quando você está passando dificuldades no seu casamento, ou nos sonhos que você planejou e parecem fracassar, quando parece que você não vai dar conta de educar seus filhos, tá tudo bem porque são nesses momentos em que nos vemos incapazes que somos levados a depender daquEle a quem a gente nunca deveria largar a mão e tentar caminhar sozinho.
Tá tudo bem quando você se sente triste porque você é humana e ao contrário do que o mundo aparenta, ninguém é perfeito e ninguém está feliz o tempo todo.
Tá tudo bem quando você erra, não porque é certo errar e pecar, mas porque entender quem nós somos, entender o perdão de Deus, e Sua graça nos liberta de vivermos aprisionados em uma “religião judaizante” que observa leis mas que seu coração está bem longe do Criador.

Respira… porque tá tudo bem! Você não é a única a se sentir assim, e ao contrário do que possa parecer Deus também não está alheio ao que você tem passado e sentido.

Tá tudo bem quando não está tudo bem porque mesmo nesses dias nós temos um Deus de amor que está cuidando de cada detalhe da sua vida, um Deus que tem planos de paz, um Deus que é Soberano mesmo quando Seus planos parecem obscuros a nós.
Eu não vou mentir, as vezes é difícil para mim… simplesmente crer, mas A Quem iremos? Só Ele tem as palavras de vida eterna! (Jo 6.68).

 

Quem manda aqui NÃO sou eu! – Por Mari Patzer

Você provavelmente já ouviu essa frase da sua mãe: “Fulana, quem manda aqui sou eu!” Essa é uma daquelas frases que nós mães falamos sem nem pensar. Com uma bebê, já falei algumas vezes para ela quando não queria me deixar trocar a fralda. Não estou dizendo que isso é ruim, mas que é corriqueiro e sempre escapa. E é certo que nós mães, junto com os pais, somos autoridades sobre a vida dos filhos. Nós “mandamos” nos filhos, mas afinal, quem é que manda na gente? Você já pensou sobre isso?

Hoje temos muito acesso a informação e a forma como podemos formar a nossa opinião. Se você sentar para conversar com outras mães você com certeza ouvirá dicas e palpites de como devemos agir e ser. Existe essa troca de experiência. Mães dividem questões de comportamento, disciplina, o que é certo ou errado, ou a melhor maneira de educar. Em nossa volta, tudo pode influenciar: é a mídia, a bagagem que trazemos da forma como fomos criadas, as outras mães.

Quando o povo de Israel ainda estava peregrinando no deserto, o Senhor Deus deu a eles os primeiros cinco livros da Bíblia – Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Esses cinco livros tinham por objetivo instruir o povo e instruir os pais e as mães que já existiam em passar de uma geração a outra o amor a Deus. Em Deuteronômio 6 temos essa ordem que pais devem instruir seus filhos, mas o capítulo começa dizendo o seguinte (v.1):

“Esta é a lei, isto é, os decretos e as ordenanças, que o Senhor, o seu Deus, ordenou que eu ensinasse a vocês, para que vocês os cumpram na terra para a qual estão indo para dela tomar posse”.

O povo de Israel havia recebido do Senhor as leis que deveriam obedecer e cumprir e que os marcariam como o povo de Deus. Nós como cristãos temos a Lei do Senhor: a Bíblia. O Senhor nos deu a sua Palavra para nos ensinar, nos instruir, nos corrigir e nos mudar (2 Timóteo 3.16). A mesma finalidade ainda é válida para nós. Temos a Palavra para obedecermos e nos marcar como povo de Deus. Entretanto, muitas vezes prestamos atenção apenas no versículo 7 desse capítulo e deixamos de notar o versículo anterior (v.6).

“Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração”.

Antes de mandar em nossos filhos e até ensiná-los a Palavra, o Senhor precisa mandar nas nossas vidas. A Bíblia, a Lei de Deus, precisa estar em nosso coração. Os nossos valores, princípios e regras devem vir da Bíblia. A nossa forma de ensinar e repreender deve vir da sabedoria da Bíblia. A Lei do Senhor deve estar no nosso coração e quem nós somos como pais deve ser transformado a partir da Bíblia e assim, então, conseguiremos colocar em prática o versículo 7: “Ensine-as com persistência a seus filhos”.

Infelizmente, o povo de Deus está caindo no mesmo erro que o povo de Israel. O povo de Israel não seguia a Deus de todo coração, mas sim, conforme o que era conveniente. Eram muitos sacrifícios que se cumpriam, partes do Pentateuco decoradas e até leis que se guardavam, mas não passava de aparência. Hoje, o povo de Deus tem ido às igrejas regularmente, ensinado aos filhos cantar “Três palavrinhas só” e levado para as crianças para as escolas bíblicas de férias, mas não passa de conveniências.

Isso se prova na forma como temos educado nossos filhos e como colocamos qualquer filosofia e experiência acima da autoridade da Palavra. Ouvimos tanto dentro das igrejas “com o fulano deu certo, por que com o meu filho não?”, mas não vemos pais muitas vezes aplicando a disciplina bíblica. Justificamos os pecados dos nossos filhos em vez de trata-los com a seriedade que deveria.

Estamos sendo pais mandados pelas influências externas, e não instruídos pelo Pai que é o verdadeiro amor.Ser pais que obedecem as Escrituras não está na moda e nem é fácil, isso porque vamos contra a direção da maré desse mundo. Entretanto, temos nas mãos o bastão do Evangelho que devemos repassar as próximas gerações e a oportunidade de dar aos nossos filhos a verdadeira alegria, que é Cristo Jesus.

Ser uma mãe que é mandada pela Palavra de Deus vai exigir de mim muitas coisas. Exigirá que o meu coração e o meu caráter estejam sempre diante do Senhor para que Ele me transforme. Exigirá que eu busque conhecer as Escrituras e saiba dar razão da minha fé. Exigirá que eu abra mão da minha experiência e daquilo que eu faço e coloque a minha confiança nas promessas de Deus e naquilo que Ele faz.

Nossos filhos são pecadores e precisam da graça e da salvação de Cristo assim como nós. Hoje estamos fazendo escolhas pelos nossos filhos que irão refletir no futuro deles. Se escolhermos viver pela nossa própria vontade, nossos filhos já nascem sabendo escolher as suas próprias vontades. Precisamos escolher a autoridade de Cristo e assim, nossos filhos podem aprender conosco a obedecerem ao Senhor. Nós mandamos nos nossos filhos, mas Cristo, através da Bíblia, precisa ser quem manda em nós.

Blogs IMPERDÍVEIS!

Guriasssss!
Tô trazendo pra vocês umas dicas de amigaaa… blogs imperdíveis para que vocês possam acompanhar e serem muito abençoadas!

1º Conselho para Meninas

A idealizadora deste Blog eu conheço e é uma guria queriiiida! Ela e mais uma equipe de gurias que amam a Deus e O levam a sério escrevem artigos super úteis e bíblicos! Espero que vocês sejam muito abençoadas!

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2º Conexão Conselho Bíblico

A missionária do Palavra da Vida Maria Cecília alimenta esse blog com diversos artigos super interessantes e profundos, ótimo para quem procura material para aconselhamento bíblico.

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3º JubaCast

Nesses Podcasts você encontra diversos assuntos tratados em uma linguagem super jovem pelo Pastor Alexandre Mendes, vulgo Sacha. Tem assuntos super interessantes…confere lá!

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Bem gurias! Espero que vocês curtam bastante e aproveitem para passar lá no nosso canal e conferir todos os vídeos novos que saíram!

Bexoooooooos meninas! 29313009_1723104761080272_4192745710173327884_n

IDENTIDADE – Por Larissa Couto

Oiii, meninas!

Vou estrear a minha coluna com algo que Deus tem ministrado ao meu coração há 7 meses: IDENTIDADE. Em toda minha vida precisei me apresentar, seja na época de escola, faculdade, trabalho, igreja e isso nunca foi tão difícil como tem sido ultimamente. Estar em uma busca profunda da minha identidade como Filha tem despertado diversas dúvidas sobre o que de fato é relevante em mim, o que me torna o que sou a ponto de ser citado para me definir.

Quem você é? Constantemente faço essa pergunta para mim mesma, dificilmente tenho uma resposta certa e igual em todas elas. Agora eu te pergunto, quando você não é esposa, não é a profissional, quando não é mãe, filha, irmã, quando você não é aquilo que faz na igreja, o que sobra?

Tenho descoberto que mais importante do que as folhas são as raízes. No decorrer do ano/vida as folhas nem sempre estiveram/estão verdes, fixadas ao galho e gerando frutos. A vida é feita de estações e quando o inverno chegar, são as raízes que te firmarão em meio aos ventos fortes e temporais, porém raramente nos preocupamos de fato com elas.

A manutenção de quem nós somos é mais profunda do que está exposto. Existe algo mais importante por trás daquilo que você faz e do lugar que você ocupa, existe algo mais profundo que precisa ser resgatado e redefinido. Sua IDENTIDADE. Sem todos os adicionais que “ser alguém” traz. VOCÊ. Sem corresponder ao que esperam, sem cumprir obrigações, necessidades, sem expectativas.

Muitas vezes o contexto não te permite ser você mesma, fazer o que realmente gosta, não fazer o que incomoda. Talvez, em meio a tantas demandas, você nem saiba quem é quando não está exercendo alguma de suas funções (mãe, esposa, filha, profissional). A necessidade de fazer o que precisa ser feito, muitas vezes rouba a essência do propósito, o “realizar” sem estar alinhado com o desejo de trazer glória e graça através da SUA vida, de quem VOCÊ É de fato, te impedem de ouvir dEle quais as perspectivas que Ele tem a seu respeito em cada área da sua vida.

A rotina, o pecado, as dores, frustrações, as expectativas em lugares errados roubam a nossa personalidade original. Somos essencialmente filhos, peregrinos e noivas, mas temos permitido que circunstancias distorçam a nossa visão de nós mesmos pela valorização de tudo que não produz verdade.

A nossa capacidade em criar ídolos deturpa a essência da nossa identidade em Cristo, através de discursos que inflam o ego através de palavras que engrandecem o poder feminino independente de Cristo ou a facilidade de não tratarmos com responsabilidade e empenho as coisas “secundárias” por sermos peregrinos neste mundo.

Não saber quem realmente você é ou se enxergar de forma equivocada impede que você seja por inteiro, distorce a forma de olhar o outro e à Deus. Os seus erros e pecados não definem sua identidade, as suas decepções, alegrias e conquistas também não. A sua identidade é redefinida pelo sangue de Jesus que torna nova todas as coisas, restabelece através de uma nova ótica a forma de viver, de se entregar e se aceitar. Sem narcisismo, sem alimentar o “eu” ou desmerece-lo. Cristo é o único capaz de coloca-la exatamente onde você deve estar, te trazer a essência de ser filha, regenerada. A entrega e a intimidade com Deus levam à uma revelação de quem você é. A medida que você caminha em direção à Ele, a sua identidade é restituída, reafirmada e se torna evidente.

Somente nEle você vai descobrir quem realmente é. Livre dos estereótipos, dos cargos, das marcas. Você foi criada de forma maravilhosa para cumprir um propósito único, os olhos dEle te enxergaram antes mesmo de você existir, Ele conhece as palavras ainda não ditas pela sua boca e ainda assim Ele insiste em te usar, em te amar.

Há algo de extraordinário em ser você, simplesmente por ter sido gerada nos planos de Deus. O criador e sustentador do universo, também segura o teu coração. A voz que criou o mundo, sussurra todos os dias o quão amada você é, não para alimentar um amor centralizado em você, mas nEle, porque Ele é exatamente isto, amor!

O caminho para retornar a origem da sua personalidade está em Cristo, é nEle que o processo acontece. É através dEle que os sentimentos e desejos legítimos são filtrados. A descoberta da identidade é uma longa jornada, nem sempre fácil, um pouco dolorida, mas libertadora e de cura. Ouse se descobrir no Senhor, ouse ser inteira! Minha oração é para que em meio à uma realidade de incertezas possamos nos tornar cada vez mais certas de quem somos nEle, em meio à superficialidade e as demandas da vida possamos ser inegociáveis com as verdades que definem quem somos e porque somos. Que sejamos filhas que sabem o seu valor e por isso se colocam de forma efetiva no meio onde vivem.

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Larissa Couto

SEI LÁ… TALVEZ EU NÃO ME ENCAIXE!

Quando eu comecei a postar vídeos no Youtube, não conhecia muita guria cristã que fazia isso… era algo novo para mim e até então era bom, compartilhava assuntos que achava legal sobre vida cristã e experiências pessoais. E o canal foi dando certo, talvez hoje em dia achem que seja um canal fracassado por eu não ter milhões de seguidoras, nem milhões de visualizações e nem conseguir fazer disso minha profissão. Acreditem, em algum momento desse ministério eu achei que poderia ir pra frente, mas pra isso teria que me dedicar mais, teria que fazer algo “a mais” para conquistar mais público, talvez postar vídeos que não fossem só sobre Cristo, bíblia e vida cristã, mas vídeos de outros assuntos, maquiagem, roupas, compras e etc. Mas isso de alguma forma não era o caminho que o Papo de Guria deveria tomar… não que seja errado, mas seria mais um… no meio de tantos, fazendo as mesmas coisas e com qualidade até inferior (porque tem tanta gente talentosa e que faz muito melhor que eu), mas de alguma forma acho que eu pensava que um canal cristão tinha que ser diferente…
Mas vocês sabem que essa diferença no mundo “gospel” não dá muito certo, porque infelizmente como o povo de Israel gostamos de ter nosso “bezerro de ouro”, queremos um “ídolo gospel” para sermos fãs, vivermos em função deles, acreditarmos em tudo que eles dizem e até defendermos quando forem criticados. Hoje em dia muitos ministérios são mais pelos seus “líderes” do que por levantar e glorificar o nome de Deus.
E sabe? É tão sutil essa ideia que posso ter caído nela em algum momento, graças a Deus quando o Di entrou na minha vida ele não era muito ligado nessa coisa de internet, isso foi me afetando, me desligando, fui vivendo mais a vida real e chega um ponto em que você se afasta tanto que você já não se encaixa como deveria.
Então sei lá… mas talvez eu não me encaixe nessa vida de blogueira e vlogueira, de ter vídeos todos os dias, de contar cada passo da minha vida, de contar qual tinta uso no cabelo ou quais modelos de roupas ou lojas eu visto, talvez eu não me encaixe em viver viajando, não me encaixe em cobrar para isso, não me encaixe em ter fã clube (que não acho muito legal…), talvez eu simplesmente não me encaixe!
Não vou dizer que não me acostumaria, nem que isso um dia poderia fazer meus olhos brilharem porque sou pecadora e nosso coração gosta de ser amaciado, mas conscientemente sei que não é isso!
Sabe, o Papo de Guria não acabou, mas como vocês já perceberam ele desacelerou em muito, mas é isso gente… a vida de verdade ela é vivida por trás desse teclado que estou digitando agora. Ela é feita das conversas ao redor da mesa, ela é feita no silêncio da noite quando você se senta para orar, ela é feita dos desafios e dificuldades que enfrentamos todos os dias, ela é feita das lágrimas que você derrama em seu travesseiro e que só Deus conhece o motivo, ela é feita das vitórias que você têm e que não precisa compartilhar com o mundo inteiro, ela é real. Que possamos fazer morrer nosso nome e fazer com que o de Cristo permaneça em tudo que fizermos, em nossa vida real e virtual!