FICA A DICA: Livro de Elyse Fitzpatrick e Jessica Thompson

Hoje quero dividir com vocês algo que aconteceu quando a minha filha, a Agnes, estava nos seus quase seis meses de vida. Vivemos em um mundo caído. A cada dia tudo está mais bagunçado. Valores, princípios, ordens de Deus? As pessoas dizem que isso é bobeira. Olhando em volta e pensando no desejo que eu tenho de ver de um dia minha filha amar a Deus de todo coração, aconteceu que eu comecei a me sentir desanimada e desacreditada. Desacreditada que um dia minha filha poderia escolher servir a Cristo. Isso porque vivemos em um mundo mau, o pecado habita em cada um de nós e a pressão desse mundo parece sufocar.

Eu já tinha esse livro há algum tempo, mas ainda não tinha me animado de ler. Confesso para vocês que também estava passando por dias vazios da Palavra e eu estava mais para religiosa, do que alguém que verdadeiramente ama a Cristo. E de repente, podem chamar de Espírito Santo, comecei a ler esse livro.

Primeiro que ele transborda Evangelho. A mensagem magnífica da cruz de Cristo. Como eu precisava ser lembrada novamente a obra maravilhosa que Jesus fez naquela cruz e aquilo que Ele um dia comprou pra mim! O Evangelho nos relembra quem afinal nós somos: pecadores redimidos aguardando o dia glorioso que estaremos com o nosso Mestre. Segundo que ele mostra que o que recebemos na cruz, foi de graça. É graça. Não havia nada que pudéssemos fazer para mudar nossa condição debaixo do pecado, mas Cristo fez tudo e isso é graça.

Mas você deve estar se perguntando: “esse é ou não um livro sobre criação de filhos?” SIM! Ele é. Mas como diz as autoras, “quando estamos tranquilamente descansando na graça, temos graça para dar aos nossos filhos também”(p. 77). O Evangelho é em primeiro lugar para nós pais.

Assim, de uma forma sábia, as autoras mãe e filha, destacam que a melhor forma de ensinar o Evangelho é apontando para graça. Como pais, na tentativa de levar os nossos filhos até Deus e sem saber como fazer isso direito, corremos constantemente o risco de leva-los para o caminho contrário. E o contrário da graça é a lei. Se você é pai ou mãe, você já fez isso. Como? Você olhou no fundo dos olhos do seu pequeno arteirinho que acabou de te desobedecer e disse: “Não faça mais isso! Isso deixa Deus triste, não o agrada, e você não quer fazer coisas que não agradam a Deus não é?!” Acabamos levando a lei e criamos na mentalidade das nossas crianças uma ideia distorcida e errônea do Senhor.

Dessa forma, o Evangelho e a graça são direção para nós e para os nossos filhos. Instrução, ensino, disciplina, repreensão, oração… nada fará sentido se não fizermos com os óculos da graça.

Quando terminei de ler esse livro, senti como se um grande peso tivesse sido retirado dos meus ombros. Não era o peso da responsabilidade de criar a Agnes, mas o peso de ter que ser perfeita. Nesse mundo imperfeito, eu não preciso ser perfeita para que minha filha ame ao Senhor. Eu preciso da graça do meu Pai amoroso.

“Então aqui está um pouco de graça evangélica para você: como pais, a nossa única esperança para a salvação de nossos filhos está na rica misericórdia de um Deus compassivo e na obra expiatória de nosso representante perfeito, Jesus Cristo. Assim, quando nós, de forma consistente e sem qualquer vergonha, lançamo-nos na misericórdia de Deus, ajudamos nossos filhos a colocarem sua esperança nele também”. (p.113)

Esse é um daqueles livros de cabeceira. Vale a pena ler e reler várias vezes. Afinal, se você realmente se preocupa em transmitir a próxima geração a fé cristã e a mensagem do Evangelho, uma hora você vai se perguntar como fazer isso e a resposta não será outra, se não Cristo Jesus e a sua graça irresistível.

Que o Senhor a abençoe e derrame da Sua graça em sua vida!

Com amor, Mari

Dados do livro:

Título: Pais fracos, Deus forte

Autoras: Elise Fitzpatrick e Jessica Thompson

Editora: Fiel

Mães Intencionais – Por Mari Patzer

Lembro de quando era criança de algumas situações em que tive que pedir desculpas para alguém por algo que tinha feito sem intenção – era um vaso quebrado ou um empurrão por acidente. Mas houve uma situação em específico, que tive que pedir perdão para uma tia por ter roubado dela vários imãs de geladeira em formato de polvo. Aqueles imãs brilhavam para mim como pequenas barras de ouro e a minha intenção não era outra se não ter todos eles para mim. Com apenas sete anos, esperava o momento em que a cozinha ficava vazia e passando sempre do lado como quem ia para outro cômodo, fui pegando vários deles. Era totalmente intencional o que eu estava fazendo. Fim da história: minha mãe descobriu e ela me fez pedir perdão por algo que eu tinha feito, nada mais justo.

Ser intencional ás vezes pode nos tornar culpadas. Entretanto, em algumas situações da vida, não o ser também pode nos tornar culpadas. Ser intencional significa algo que é feito de propósito, por querer, resolvido. E como mães, temos os melhores motivos para ser intencionais com os nossos filhos. Nós temos um objetivo!

“Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles”.

Provérbios 22:6

Como mães que amam ao Senhor, recebemos Dele o objetivo de apresentar esse mesmo amor para os nossos filhos. É ordenança de Deus para nós que com afinco e perseverança, ensinemos aos nossos filhos sobre quem Deus é. Nosso maior objetivo na vida deles não deve ser dar a melhor educação escolar ou fazer deles profissionais bem sucedidos; não deve ser garantir que tenham os brinquedos mais legais ou tudo aquilo que pedirem para nós. Todas essas coisas são secundárias. Eu desejo que minha filha tenha uma ótima educação, tenha brinquedos legais como qualquer outra criança e tenha experiências que talvez nem eu tenha tido quando fui criança. Mas, meu maior desejo e o propósito da minha vida como mãe deve ser instruir nos caminhos e no entendimento das Escrituras (Lc 12.31).

Porém, se você é mãe, você vai concordar comigo que se algo não parece urgente, deixamos para fazer mais tarde. Acudimos na hora um choro inexplicável, uma barriga com fome, um cesto de roupas para lavar, uma caixa de mensagens cheias para responder, as contas para pagar ou até mesmo o nosso cansaço. E assim, entra um dia e passa outro e acabamos esquecendo nosso maior objetivo e não atendemos a necessidade mais urgente que nossos filhos têm: a necessidade de um Salvador (Rm 3.23).

Isso foge do nosso entendimento porque não conseguimos enxergar o coração dos nossos filhos. Vemos por fora. Enxergamos sim sinais de desobediência, ira, rebeldia, mas isso não soa para nós como fruto do pecado e da morte espiritual, mas de crianças pequenas. Outro por que é que hoje tomamos a grande maioria das decisões por eles. Eles podem até escolher a roupa que vão usar, mas somos nós que decidimos aonde eles vão e com quem se relacionam. Porém, chegará o dia em que nossos filhos irão fazer escolhas por si só. Irão escolher a

faculdade, o cônjuge, o emprego, as amizades… O certo ou o errado, o servir ou não a Cristo. E quando esse dia chegar boa parte do nosso trabalho estará feito ou não. E é ai que podemos nos tornar culpadas em não ter sido intencionais.

“Gravem estas minhas palavras no coração e na mente; amarrem-nas como símbolos nas mãos e prendam-nas na testa. Ensinem-nas a seus filhos, conversando a respeito delas quando estiverem sentados em casa e quando estiverem andando pelo caminho, quando se deitarem e quando se levantarem”.

Deuteronômio 11.18-19.

O tempo não estaciona para nos dar mais tempo. Sabendo disso, o Senhor deu a ordem ao povo de Israel de ser intencionais na criação dos seus filhos. O melhor momento para investirmos está em nosso dia-a-dia. E só conseguiremos fazer disso uma prática constante, quando isso se tornar uma prioridade para nós. Devemos mais uma vez ressaltar o tempo valioso que é a infância na instrução dos nossos filhos. Quem anda ao nosso lado nos dias corriqueiros, quem está em casa na hora de dormir e acordar dos pais não são os filhos já adultos, mas os pequenos, dependentes dos pais, e é nesse período da vida que devemos formar as raízes divinas nas suas vidas.

O nosso maior exemplo de intencionalidade foi o próprio Salvador. Ele foi intencional quando veio até nós, quando andou entre nós e em cada palavra que proferiu. Como mães, precisamos nos esforçar na arte da intencionalidade. Aprender com o Mestre Jesus. Precisamos pedir sabedoria ao Alto, para sermos criativas e aproveitar o nosso dia-a-dia para ensinar nossos filhos sobre o Deus Criador. As tarefas corriqueiras nunca acabarão, mas a oportunidade de investirmos para a eternidade nos nossos filhos um dia passará.

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Meninas, esse é o primeiro artigo da nossa série sobre intencionalidade que estou fazendo pensando na maternidade. Orem por mim para que o Senhor me dê graça e sabedoria para dividir com vocês aquilo que eu também estou aprendendo!

Que o Senhor a abençoe e derrame da Sua graça em sua vida!

Com amor, Mari

Os 10 piores motivos para agradecer – Por Mari Patzer

No nosso dia-a-dia de mães de bebês é fácil como um sorriso babado com dois dentinhos pela metade preenche o nosso coração e revigora nossas forças. Entretanto, nossos bebês não conseguem passar o dia todo sorrindo para nós e por mais ocitocina que seja liberada, uma hora ou outra, nos vemos cansadas, sozinhas e infelizes com alguns lados da maternidade. Falo isso porque essa é a fase que estou vivendo.

O que rouba essa alegria de ter um pequeno serzinho engatinhando pela casa toda? São tantos os motivos. Cada um conhece os seus. Mas, confesso que para mim é repetir as mesmas tarefas com a impressão que não se está saindo do lugar. A maternidade por mais colorida que seja, tem seus momentos, seus dias, suas fases mais escuras… Por isso, fiz uma lista para me lembrar que mesmo nas piores partes existem motivos pelos quais posso ser grata ao Senhor enquanto tenho um bebê: 1. As noites mal dormidas – isso só prova que eu me tornei MÃE e tem uma linda bebêzinha que depende de mim até para dormir. 2. As tarefas repetitivas – se todo dia troco quatro fraldas, alimento, coloco ela no berço para dormir, tiro do berço, troco fralda de novo, é porque hoje posso cuidar integralmente da minha filha e não perder nenhum momento. 3. A sujeira de comida espalhada em cada refeição – toda vez que coloco ela na cadeirinha para comer é batata, mandioquinha, carne, arroz e salada espalhada na mesa e no chão. É MUITA sujeira. Prova que a cada dia o Senhor tem providenciado o alimento – variado e nutritivo. Sempre digo e repito: aqui em casa a gente come bem!

4. Os picos de crescimento + o nascimento dos dentinhos – UI UI! Só de usar esses dois momentos da vida de um bebê na mesma frase já da arrepios. E é bem isso: ás vezes parece mais arrepios de um filme de terror – pra eles e pra nós. Mas isso é crescimento. E quem disse que crescer não dói? 5. O meu corpo que mudou – olho no espelho e vejo algumas estrias, uma gordurinha que não estava lá antes, o cabelo que não para de cair… meu corpo mudou muito! Mas, se ele mudou significa que eu fui criada para nutrir vida dentro de mim. Durante meses carreguei outro ser humano lindo e agora tenho a responsabilidade de alimentá-lo. Isso porque o Senhor formou meu corpo para essa tarefa única e maravilhosa! 6. O banho compartilhado – saudades dos banhos quentes, silenciosos e relaxantes. Antes, era um momento meu. Hoje ajeito a banheira dela nos meus pés, coloco ela ali e tomamos banho juntas. Ela brinca e eu corro pra lavar o cabelo. Quando ela enjoa de brincar, estou pronta pra dar o banho dela. Fato é que tem dias que eu queria aquele momento só pra mim, mas tem cada dia que o banho vira pura diversão e lembranças são criadas ali que eu não trocaria por nada.

7. Quando eu não lembro mais de como eu era antes dela – se você é mãe você sabe do que eu estou falando. Um dia a gente acorda e se pergunta: o que aconteceu comigo?! Seus dias parecem ter menos tempo, você parece se sentir cansada e preocupada o tempo todo.

Eu não era assim. Mas eu também não tinha experimentado um amor assim. 8. A falta de tempo para ler meus livros e assistir as minhas séries – minhas séries na Netflix estão atrasadas e tem um livro que estou tentado terminar a meses. O tempo que eu tinha para fazer o que eu quisesse mudou. Hoje ele até acontece, mas sempre com um bebê demandando minha atenção. Porém, muito desse tempo foi trocado para ficar com ela. Deixei de assistir alguns episódios para aproveitar esse tempo único e que passa tão rápido. 9. Porque ser mãe é uma tarefa inadiável – antes das Agnes, eu tinha muitas responsabilidades e tempo para cumpri-las com excelência. Tinha meu trabalho e minha faculdade. Hoje os dois são secundários. Eu me esforço para fazer meu melhor, mas a maternidade toma também o tempo que era deles. Confesso que às vezes me pego frustrada por não poder gastar mais tempo com isso. Por outro lado, sempre haverá as responsabilidades, mas ser a mãe dela é hoje e essa é uma responsabilidade que só posso cumprir da melhor forma uma vez na vida.

10. A culpa e o medo de não conseguir ser o meu melhor como mãe – sem dúvidas, de todos, acredito que esse é o que mais nos sobrecarrega no nosso papel como mães. Mas isso existe e mostra pra mim que eu necessito mais de Cristo. Necessito do descanso que encontro em Cristo: Nele há perdão e salvação. Ele está me transformando não na mãe perfeita, mas em alguém mais parecida com Jesus. E só por isso, eu já posso ser grata. Não devemos ignorar os desafios e tentar fazer parecer que a maternidade é sempre um mar de rosas, mas devemos lembrar que mesmo no meio de tudo, podemos encontrar gratidão. Afinal a gratidão não nasce nos dias de alegria. Ela nasce na certeza de que, seja nos dias bons ou nos dias maus, o Senhor está fazendo com que todas as coisas cooperem para o nosso bem (Rm 8.28) e tem um propósito para nós. Como aprender a ser grata? Também estou aprendendo. Mas o caminho é olhar para Cristo e aquilo que Ele já fez por nós: a salvação. É na cruz que eu encontro O motivo para ser grata, pois foi ali que encontrei vida com alegria.

Você não é um acaso – Por Lari Couto

Você não foi criada por acaso, sua aparência e personalidade não são um acidente e o lugar que você ocupa não é à toa. Você nasceu com um proposito, foi estabelecido sobre você uma responsabilidade de anunciar o Reino por meio da sua SINGULARIDADE. Ninguém pode fazer aquilo que você foi criada para fazer. A junção dos fatores genéticos e ambientais individualizam você para realizar algo só seu, jamais realizado antes.

            Você foi criada para ser a expressão da gloria de Deus, eu não sei como o mundo verá essa expressão, afinal ela nunca foi vista antes, mas eu sei que o mundo necessita vê-la por meio do seu conjunto de características únicas, então não procure ao redor aquilo que você deve fazer, você continuará perdida, se encontre no Alto.

A comparação te impede de viver o chamado de Deus na sua vida. Existem muitas formas de glorificarmos à Ele, porém a mais especial delas é exercendo aquilo que você foi gerada para fazer. Existem expectativas do céu sobre a sua vida, sim, o Pai aguarda ansiosamente pela sua resposta a tudo que Ele tem disponibilizado a você. Lembre-se que você não será julgada pelo que você fez na sua vida, mas pelo seu chamado.

Deus te criou de forma assombrosamente maravilhosa (Sl 139:14), sim, é sobre a sua composição física, a orquestra do seu organismo que apesar de parecida com todos os outros corpos é único. A sua aparência que você luta tanto para admirar foi criada de modo admirável. Você é a expressão gloriosa da criatividade de um Deus que valoriza as particularidades e que se manifesta na individualidade.

Você foi convocada a viver algo extraordinário, único e especial. Pare de olhar para o lado, para tudo que já tem sido feito e aprenda a olhar para cima para tudo que já foi gerado nos céus para que você desfrute. A comparação rouba a essência. A verdadeira beleza vem de um coração que pulsa no compasso do Céu, que aprendeu a valorizar o que Deus valoriza, ela transcende o invisível e reflete em seu rosto (Pv 15:13).

A bíblia relata vida de mulheres notáveis, mas você jamais viverá a história de Maria, Ana, Rute, Ester ou qualquer outra, cada uma escreveu a SUA própria historia. A vida dessas mulheres serve para nos inspirar a descobrirmos a nossa melhor versão, dentro do contexto em que vivemos, do conjunto de características que possuímos, descobrirmos como podemos ir além quando nos posicionamos no lugar certo, quando permitirmos ouvir apenas a voz do Pai. Há poder em ser Filha, há poder na singularidade de cada Filha. Não queira viver a vida de qualquer outra mulher se não a sua, há algo especial em ser você, descubra.

Pare de minimizar suas características tentando padroniza-las. Pare de diminuir seu chamado com comparações. Pare de sufocar seu coração tentando ser aquilo que você não foi criada para ser. Pare de criar expectativas naquilo que Deus não colocou o coração dEle. Ouse se descobrir no Criador. Ouse ser movida por um proposito Eterno através do teu chamado e lembre-se, ele é único. Ame a Deus a tal ponto de enxergar o amor dEle em cada parte do seu corpo, mas não se acomode, busque sempre ser sua melhor versão. Viva a liberdade que há em ser você, Filha!

Quem manda aqui NÃO sou eu! – Por Mari Patzer

Você provavelmente já ouviu essa frase da sua mãe: “Fulana, quem manda aqui sou eu!” Essa é uma daquelas frases que nós mães falamos sem nem pensar. Com uma bebê, já falei algumas vezes para ela quando não queria me deixar trocar a fralda. Não estou dizendo que isso é ruim, mas que é corriqueiro e sempre escapa. E é certo que nós mães, junto com os pais, somos autoridades sobre a vida dos filhos. Nós “mandamos” nos filhos, mas afinal, quem é que manda na gente? Você já pensou sobre isso?

Hoje temos muito acesso a informação e a forma como podemos formar a nossa opinião. Se você sentar para conversar com outras mães você com certeza ouvirá dicas e palpites de como devemos agir e ser. Existe essa troca de experiência. Mães dividem questões de comportamento, disciplina, o que é certo ou errado, ou a melhor maneira de educar. Em nossa volta, tudo pode influenciar: é a mídia, a bagagem que trazemos da forma como fomos criadas, as outras mães.

Quando o povo de Israel ainda estava peregrinando no deserto, o Senhor Deus deu a eles os primeiros cinco livros da Bíblia – Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Esses cinco livros tinham por objetivo instruir o povo e instruir os pais e as mães que já existiam em passar de uma geração a outra o amor a Deus. Em Deuteronômio 6 temos essa ordem que pais devem instruir seus filhos, mas o capítulo começa dizendo o seguinte (v.1):

“Esta é a lei, isto é, os decretos e as ordenanças, que o Senhor, o seu Deus, ordenou que eu ensinasse a vocês, para que vocês os cumpram na terra para a qual estão indo para dela tomar posse”.

O povo de Israel havia recebido do Senhor as leis que deveriam obedecer e cumprir e que os marcariam como o povo de Deus. Nós como cristãos temos a Lei do Senhor: a Bíblia. O Senhor nos deu a sua Palavra para nos ensinar, nos instruir, nos corrigir e nos mudar (2 Timóteo 3.16). A mesma finalidade ainda é válida para nós. Temos a Palavra para obedecermos e nos marcar como povo de Deus. Entretanto, muitas vezes prestamos atenção apenas no versículo 7 desse capítulo e deixamos de notar o versículo anterior (v.6).

“Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração”.

Antes de mandar em nossos filhos e até ensiná-los a Palavra, o Senhor precisa mandar nas nossas vidas. A Bíblia, a Lei de Deus, precisa estar em nosso coração. Os nossos valores, princípios e regras devem vir da Bíblia. A nossa forma de ensinar e repreender deve vir da sabedoria da Bíblia. A Lei do Senhor deve estar no nosso coração e quem nós somos como pais deve ser transformado a partir da Bíblia e assim, então, conseguiremos colocar em prática o versículo 7: “Ensine-as com persistência a seus filhos”.

Infelizmente, o povo de Deus está caindo no mesmo erro que o povo de Israel. O povo de Israel não seguia a Deus de todo coração, mas sim, conforme o que era conveniente. Eram muitos sacrifícios que se cumpriam, partes do Pentateuco decoradas e até leis que se guardavam, mas não passava de aparência. Hoje, o povo de Deus tem ido às igrejas regularmente, ensinado aos filhos cantar “Três palavrinhas só” e levado para as crianças para as escolas bíblicas de férias, mas não passa de conveniências.

Isso se prova na forma como temos educado nossos filhos e como colocamos qualquer filosofia e experiência acima da autoridade da Palavra. Ouvimos tanto dentro das igrejas “com o fulano deu certo, por que com o meu filho não?”, mas não vemos pais muitas vezes aplicando a disciplina bíblica. Justificamos os pecados dos nossos filhos em vez de trata-los com a seriedade que deveria.

Estamos sendo pais mandados pelas influências externas, e não instruídos pelo Pai que é o verdadeiro amor.Ser pais que obedecem as Escrituras não está na moda e nem é fácil, isso porque vamos contra a direção da maré desse mundo. Entretanto, temos nas mãos o bastão do Evangelho que devemos repassar as próximas gerações e a oportunidade de dar aos nossos filhos a verdadeira alegria, que é Cristo Jesus.

Ser uma mãe que é mandada pela Palavra de Deus vai exigir de mim muitas coisas. Exigirá que o meu coração e o meu caráter estejam sempre diante do Senhor para que Ele me transforme. Exigirá que eu busque conhecer as Escrituras e saiba dar razão da minha fé. Exigirá que eu abra mão da minha experiência e daquilo que eu faço e coloque a minha confiança nas promessas de Deus e naquilo que Ele faz.

Nossos filhos são pecadores e precisam da graça e da salvação de Cristo assim como nós. Hoje estamos fazendo escolhas pelos nossos filhos que irão refletir no futuro deles. Se escolhermos viver pela nossa própria vontade, nossos filhos já nascem sabendo escolher as suas próprias vontades. Precisamos escolher a autoridade de Cristo e assim, nossos filhos podem aprender conosco a obedecerem ao Senhor. Nós mandamos nos nossos filhos, mas Cristo, através da Bíblia, precisa ser quem manda em nós.

Não é sobre feminismo… – Por Lari Couto

Não é sobre o Feminismo. Não é sobre o machismo. É sobre o pecado do egoísmo, da humanidade centralizada na humanidade, não como um todo, mas em sí, cada um em seus direitos, nas suas verdades e suas realizações.

Ser cristão é viver por algo maior que você mesma, é mais do que o individualismo de movimentos que buscam saciar seu próprio senso de justiça e interesses. Ser cristão é viver pelo Reino, em favor do próximo, é lutar por igualdade por entender que Deus nos fez iguais e que as diferenças são reflexo de Sua criatividade e sabedoria em desenvolver o encaixe perfeito familiar e social. Ser cristão é ter o coração movido pela justiça de Deus, que se importa com os mais fracos, os oprimidos (Mt 11:28), não faz distinção de ninguém (Tg 2:1-13).

Não é o sexo que nos torna mais importantes, nunca foi. Toda a opressão vivida por mulheres nos séculos passados não tem relação com a forma de Deus as ver, mas sim com o coração pecaminoso e perverso da humanidade, que tem habilidade de transformar benção em maldição, o perfeito em imperfeito. Todas as vezes que a sociedade permitiu ser transformada pelo evangelho a dignidade da mulher e da família foi restaurada.

Em uma sociedade em que a maioria não sabe qual é o seu lugar e quem de fato é, vive em busca de aceitação, seja por imposição ou conquista, ambas insaciáveis, se guardar para descobrir o seu lugar no Regente da humanidade além de ser sensato, é corajoso. Remar contra a maré da mídia doente, da sociedade perdida em seus próprios desejos doentios e vazios. Viver por algo maior é revolucionário e libertador.

Deus tem um propósito único para a família, existe um poder sobrenatural nesta união, é através dela que somos expostos à nós mesmos e ao outro em suas piores versões, é por meio dela que somos desafiados a rompermos o ego, construir junto de outra pessoa, que por mais semelhanças que hajam, sonham e pensam diferente. É através da família que somos estimulados a apresentar à sociedade corrompida o poder de abrir mão dos seus próprios interesses em prol do outro, e por meio de Cristo aprendemos a fazer isto sem anulação de quem somos.

Não é pecado a mulher trabalhar e se destacar, pecado é quando isto domina seu coração no lugar de Cristo, quando obter isto é mais importante que construir uma família, pois é reflexo da vaidade seja profissional ou material. Não é porque é socialmente mais aceito que o homem abra mão de formar uma família ou se dedicar a ela por priorizar suas próprias realizações que não é pecado. Lembre-se: a sociedade é corrompida.

Sim, podemos fazer aquilo que queremos, fomos criadas potencialmente capaz de sermos o que quisermos ser, se descobrir no Criador é a forma mais inteligente gerar a nossa melhor versão. Lúcifer foi criado para ser anjo de luz, mas escolheu ocupar um lugar que não era dele. Temos habilidades únicas, que se usadas da forma correta tem poder para transformar uma sociedade e por isso esta identidade tem sido tão atacada ultimamente, quando não sabemos distinguir a verdade, as mentiras tomam este lugar, nos iludem por serem exatamente o que o nosso coração enganoso deseja ouvir.

Tome cuidado com quais “verdades” norteiam quem você é. Tome cuidado para não querer ocupar um lugar que não é seu. Descubra nEle a melhor parte de você, seja a sua melhor versão em Deus. Deus nos criou de forma única, para exercermos um papel singular e precisamos descobrir nEle como ocupar este papel na sua totalidade, trazendo valor ao que tem valor, deixando que apenas o Espirito Santo permeie nossa mente, elevando nosso padrão de fé e prática, devolvendo a dignidade que o pecado roubou.

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Lari Couto

RESULTADO do Sorteio + Apresentação do Novo Blog!

Guriassssss! Vocês já perceberam que nosso Blog está de cara nova não é? E para comemorar realizamos um Sorteio lá no INSTAGRAM… muitas de vocês participaram mas a grande ganhadora deste livro sensacional é:

@nicksuyane_

Parabéns guria linda, Deus abençoe muito a sua vida e que esse livro seja benção pra ti!

Meninas, nesse novo ano teremos 2 gurias especiais colaborando com seus textos, ideias e experiências com Deus aqui no blog…

Uma delas é a Mari (ela vai se apresentar um pouquinho) mas gente, essa linda é minha cunhada e mãe da sobrinha mais fofucha e sorridente do mundo (minha sobrinha Agnes), conheçam um pouquinho dela!

“Sou a Mari Patzer, tenho 24 anos, casada com o Ricardo e a mamãe da Agnes. Nasci e vivo no Paraná, mas já tive a alegria de morar no Pará, onde estudei e me formei em Teologia. Hoje, também estou estudando História. Junto com a minha família, trabalhamos no interior do Paraná, para formar uma igreja e assim, ver crescer mais uma linda parte do corpo de Cristo.

Quando tenho um tempinho, amo assistir séries, já cozinhar não é um talento por aqui (o Ricardo é o masterchef), mas sou esforçada. Recentemente, descobri o que é ser mãe. Na primeira semana de vida da Agnes, eu pensava: “o que eu fiz? Nunca mais vou dormir!”. Essa foi só a primeira crise da maternidade. Depois dessa, já tiveram outras muitas. Mas entre fraldas e mamadas, choro e cólicas, sorrisinhos e descobertas, eu descobri mais um lado do amor. O amor de Deus que derrama da sua bondade e graça no nosso dia-a-dia da maternidade.

Sou estudante de História, teóloga, dona de casa, missionária, mas os papéis que mais me trazem desafios é ser esposa e mãe. Mas acima de todos, sou alguém que vem sendo transformada por Cristo através da Bíblia e assim, espero poder abençoar e dividir com tantas outras futuras ou já mamães em formação como eu, a sabedoria que orienta essa tarefa tão especial que recebemos.”

 

E a nossa segunda colaboradora é a Lari, ela é esposa de um dos meus amigos da época de seminário e hoje juntos estão pastoreando uma Igreja no interior de São Paulo, ela não tem filho biológico ainda mas tem um filhão lindo e vai apresentar para vocês!

“Oi, eu sou a Larissa, tenho 25 anos, casada a 3 anos com o pastor Leandro Pereira, dona do Apollo, nosso filho de 4 patas.

Apaixonada por fotografias, moda e decoração. Farmacêutica por formação, mas há 7 meses tenho me dedicado integralmente ao casamento e ministério. Fundadora do “Entre Meninas”, ministério voltado a entender as questões do dia-a-dia do universo feminino à luz da palavra de Deus. Beijinhos, boa semana!”

 

Toda semana você vai poder aprender e ser abençoada com o texto dessas duas queridas, além dos vídeos, dicas e afins que você também encontrará por aqui!

Tomara que vocês curtam muito essa nova fase do nosso blog e possam interagir bastante aqui com a gente!
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Nosso propósito sempre será a glória de Deus!
Beijinhos!
Ju Lima!